domingo, 26 de maio de 2013

Como Funcionam os Projetores? (Analógico, Digital e 3D)




Como Funciona? 
Por Léo Cardoso.

Você nunca se perguntou como funcionam algumas coisas em sua vida? Como a cafeteira pega a semente do café e transforma em liquido em questão de minutos? Como é que sai o som do seu painel quando se aciona a seta? Não temos tempo, coragem ou até oportunidade de descobrir alguns fatos e curiosidades. Já se perguntou como funciona o cinema?

Visitamos o primeiro cinema 3D de Sorocaba, o Cineplay no Sorocaba Shopping, para mostrarmos o sistema de transmissão dos filmes. Um cinema para funcionar, basicamente, necessita de tela, projetor, filme e som.

A moda no mundo é o cinema 3D (três dimensões), alavancado pelo filme AVATAR. Após esse filme, o 3D teve uma explosão monstruosa. Montar uma sala para suportar tal tecnologia não é barato. Se gasta em torno de um milhão a um milhão e quatrocentos mil reais, tudo vai variar do tamanho da sala. Edilson Alves de Araújo, 49 anos, é gerente do cinema e explica que nos Estados Unidos as produtoras subsidiaram a mudança do cinema analógico para o 3D, enquanto no Brasil, os empresários do ramo tiveram que pagar tudo do próprio bolso. “Cada poltrona custa 600 reais, cada caixa de subwoofer dois mil reais. Cada sala tem por volta de cinco ares-condicionados” explica Edilson.

Hoje se trabalha com três tipos de projetores: o analógico, o digital e o 3D.


Andressa Ambrósio Rodrigues, 36 anos, é operadora cinematográfica há seis meses e explica junto com Edilson como funcionam os sistemas. O sistema digital e 3D funcionam da mesma maneira, com o mesmo equipamento, apenas é necessário dar o comando para 3D e vice-versa, como a TV de casa. A grande diferença fica nos efeitos, onde no 3D se usam os óculos especiais. Os filmes não chegam em rolos de 35mm e sim em HD’s externos e são gravados no projetor. “O projetor é um computador, gravamos os filmes nele e depois que sai de cartaz apagamos para não sobrecarregar a máquina” explicou Edilson. As máquinas ficam em temperaturas baixas para não superaquecer. Ele também afirma que os rolos de 35mm não devem ser extintos em menos de um ano. Os projetores com o som variam de preço. Um digital apenas com o equipamento de som, sem as caixas, custa em torno de 230 mil reais, enquanto o digital mais 3D vai para 330 mil reias também sem as caixas. Uma curiosidade é que as caixas de som de Voz e Subwoofer (as que fazem as explosões) ficam atrás da tela e as de efeitos (um cavalo vindo de trás ou um helicóptero) ficam nas laterais. As lâmpadas dos projetores costumam durar em média 600 horas e custam em torno de sete mil reais.

No sistema 35mm é utilizado ainda o rolo de filme onde a fita ou negativo passa pelo projetor que o transforma em imagem. Como pode observar na foto ao lado a parte interna é onde se armazena as imagens e o verde da lateral o áudio. Ela também mostra um aparelho muito utilizado hoje nos cinemas onde o filme em 35mm é transformado em digital, melhorando imagem e som. Edilson explica que as máquinas de 35mm não são mais fabricadas e a manutenção se torna difícil pelo fato de não haver peças para reposição, então quando uma peça quebra ela tem de ser retirada e levada para um torneiro fazer uma igual. Elas trabalham com uma luz interna e quando esta cápsula é ligada a 20.000 Volts de eletricidade, ocorre uma ignição dos químicos presentes e a lâmpada do projetor atinge uma temperatura de cerca de 6.000°C. Após alguns minutos ela trabalha a 12 Volts. Depois de apagada ela tem que ficar 10 minutos esfriando para poder ser ligada novamente.

A imagem que vai para a tela fica vazada (fica fora da tela), então é colocado o que eles chamam de “janela” (3a. Foto) denominadas como Scope (filmes tela cheia) e Plana (filmes que possuem uma tarja preta nas laterais). Isso não é vendido e sim feito manualmente com lima e uma boa dose de paciência.

Os cinemas não pagam para ter os filmes e sim devolvem uma porcentagem para as produtoras, ou seja, se um ingresso custa seis reais, três reais vão para a produtora e o restante fica para o cinema. Nesses 50% do custo do ingresso que fica para o empresário, está incluso os gastos de energia, funcionários e eventuais gastos como, por exemplo, estacionamento. Edilson explica que o que sobra de lucro é muito pouco perto do que rendem os filmes. Além disso, os cinemas brasileiros são obrigados a passarem filmes nacionais. “Não temos patrocínio e o incentivo do governo não existe. Levamos muito prejuízo quando passamos os filmes nacionais,” diz Edilson. Ele continua falando que eles querem sim passar os filmes brasileiros, mas o público não comparece para os mesmos e fica difícil manter em cartaz. As empresas não ajudam com patrocínio dificultando assim a permanência de filmes nacionais e até culturais nos cinemas.

Então, depois de conhecer um pouco mais do cinema, o que você está esperando para comprar sua pipoca e curtir um bom filme? Os ingressos variam hoje, em Sorocaba, de R$6,00 a R$20,00. Bom filme!

Box 1 – Breve história do cinema

Em 1895, Louis Lumière foi o primeiro cineasta a realizar documentários em curta metragem na história do cinema e seu primeiro se intitulava “Sortie de L’usine Lumière à Lyon” (Empregados deixando a Fábrica Lumière), e possui 45 segundos de duração. Os filmes eram feitos com seu irmão August Lumière e a primeira apresentação pública das produções dos irmãos foi em 28 de Dezembro de 1895 no subsolo do Grand Café em Paris sendo cobrado um franco e tendo 33 lugares para o evento marcando oficialmente o início da história do cinema. A tecnologia foi fundamental na evolução do cinema.

·  Cinetoscópio – Aparelho onde apenas uma pessoa pode ver o filme.

· Cinematógrafo – Pode ser considerado o ancestral da filmadora e foi criado a partir do desenvolvimento do cinetoscópio. O Aparelho agora torna possível a projeção para o público.

O aparelho do americano Lee de Forest, criado em 1907, revolucionou o cinema por permitir a reprodução simultânea de imagens e sons. Foi comprado em 1926 pela Warner Brothers e produziu em 1928 o primeiro filme inteiramente falado - "Luzes de Nova York.". (fonte: http://www.webcine.com.br).

Fotos e texto reproduzidos do blog: leosoty.blogspot.com.br

3 comentários:

  1. Obrigado por reproduzir meu texto.

    Abraços Léo Cardoso.

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    1. Eu é quê agradeço caro Léo Cardoso. Um abraço.

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  2. Muito interessante! Impressionou-me os custos e valores dos equipamentos e manutenção!! Muito obrigada pela matéria!!

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